Passeando com Sara: fomos almoçar a Braga

São Salvador da Torre numa manhã de fevereiro. Aprendo que a laranjeira ainda espera dar flor e que as flores serão brancas.
É com esta premissa que se apresenta um vídeo que em menos de dez minutos procura esboçar o significado da vida. Ambicioso? Com certeza que sim. Mas se a vida pode à primeira vista parecer infinitamente complexa, é numa narrativa simples – de um evento também simples – que se argumenta um mini-conto pejado de referências escatológicas e de renascimento.
O passeio consiste numa ida a Braga para almoçar. A essência do motovlog é aqui exemplarmente demonstrada: se há assuntos de que os motovlogs são prenhes é de saídas para almoçar ou para tomar um copo ou um café com amigos. Coisas simples, pequenas e triviais felicidades. Mas com que quase toda a gente se identifica e que alguns de nós tentamos tornar menos mundanas através de exercícios narrativos como este vídeo.
Alternamos entre dois mundos, o rural das estradas municipais riscando oceanos verdes, e o da cidade buliçosa de alcatrões dourados por um sol ainda longe do seu apogeu translativo. Pelo meio, algumas peripécias rodoviárias, daquelas que os motociclistas captam mais atentamente que os demais, até pela perceção que têm da iminência da sua própria finitude enquanto usuários da estrada. A velha num trator que se precipita perpendicularmente ao tráfego; o tipo que não tem tomates para consumar a transgressão de um semáforo vermelho; o stalker que se aproxima demais da nossa roda traseira numa ponte de paralelo.
Segue-se o frango assado do Tourigalo. Estava bem passado.
Regressa-se a casa com uma paragem em Barcelos, onde um dedo médio em riste exibe os danos do constante dedilhar da embraiagem com uma luva de qualidade barata. É o afirmar simbólico do desgaste gradual do corpo. É o uso que lhe damos que nos fina. Que nos rompe. Há por isso que estimar o corpo, coser os buracos e fazer um grande pirete à morte.
Antes de ir para casa, esticam-se as pernas junto à igreja da paróquia cujo edifício secular é fronteiro com uma casa de familiares de outrora. E se esta casa exibe uma decrepitude negligente, aquando da sua fundação fora parte de um mosteiro cuja imponência se deteriorou no tempo.
Terminamos à porta da casa, a nossa, em cujos cantos respiramos uma quase sempre bucólica e tranquila atmosfera. Assino neste preciso momento a minha certidão de óbito com uma referência muito indireta à “Origem do Mundo”, de Courbet, embora a partir da sua perspetiva traseira, o que decerto me trará nódoas negras logo que a Sara ponha os olhos neste vídeo. Espero que não o veja.

Mig76 Rewind 2019

Na senda da tradição “Rewind” do YouTube, e porque o Mig é um gajo que acompanha as cenas contemporâneas, aqui fica a retrospetiva do canal neste ano que agora finda, acompanhada de uma partilha intimista a respeito de mudanças com enorme significado.

Passeando com Sara: Norte ou Sul?

Este passeio sem destino pré-estabelecido levou-nos a evitar multidões em Ponte de Lima, almoçar cachorros-quentes em Ponte da Barca, tomar café em Braga e comprar uma palette de Frize Limão no Mini Preço de Esposende. Pelo meio, muito comentário jocoso, bastante snowflaking na estrada e, para não destoar dos outros passeios com a Sara, muitas queixas de dor no “trazeire”. A ver, pois então.

Cenas Vol. 25: Eu?!

Neste vídeo de cenas aleatórias dou especial relevo à interação com cidadãos séniores que conduzem viaturas. Embora não considere estes espécimes em particular como especialmente perigosos para a segurança rodoviária, a verdade é que a sua lentidão, falta de reflexos e de acuidade visual são coisas que aborrecem bastante. A juntar a estes predicados, ainda há o síndrome do condutor de longa data, aquele que “já tem carta há quase 50 anos”, e que por isso não tem dúvidas e raramente se engana a respeito do Código da Estrada.

Humildade

O meu último vídeo serve para partilhar convosco, minhas queridas leguminosas, as agruras da fama. Ser uma celebridade do YouTube tem consequências que podem ser muito prejudiciais para quem não estiver apto a lidar com a exposição mediática. Uma dessas consequências é o constante assédio por parte dos fãs, em especial daqueles que cometem a ousadia de nos ligar diretamente. Às vezes pergunto-me para que preciso de assessores, quando na minha infinita bondade dou o meu contacto a certas pessoas. Depois abusam e é o que se vê. Para quem tiver chatices com a fama, este vídeo também ensina a lidar com os admiradores de forma elegante e com classe, embora haja qualidades que não se aprendem. Já vêm do berço.
P.S.: também falo dos próximos vídeos na calha, mas isso é apenas um fait-divers.

Uma sequência de improbabilidades

Mig76 manda encostar um surpreendido Muarcos

Portanto, no essencial, a história é esta: a setenta quilómetros de casa encontro acidentalmente o Muarcos* (ainda não o conhecia pessoalmente, mas identifiquei-o à primeira vista), o Muarcos filma-me nesse preciso momento (e à Sara) também acidentalmente, e por causa desta sequência de improbabilidades eis que descubro que a chave da top-case ia pendurada na respetiva fechadura (o que em si mesmo não é um acontecimento assim tão improvável, na medida em que tal acontece com alguma frequência).
E sim, a Sara calça o 43 e tem por hábito dormir de pé.

*visitem e subscrevam o canal do Muarcos, vão ver que sobram razões para o fazer.

Cenas Vol. 24: O Intelecto dos Penedos

Nesta nova compilação de cenas aleatórias dedico-me ao estudo aprofundado da composição minerológica dos penedos com quem partilho a estrada.
Desde o pedregulho com olhos até ao tijolo-burro provido de meio cérebro asino, a riqueza e diversidade das espécies deslumbram qualquer estudioso destas mutações darwinianas. Claro que não faltam os calhaus com telemóveis, esses expoentes máximos da cadeia alimentar urbana, cuja espécie prolifera exponencialmente graças à inoperância dos polí… *cof cof* predadores.
Todavia, a verdadeira revolução científica no canal do Mig surge a abrir o vídeo, na estreia da Sara como filmadora, conferindo assim todo um refrescante (e por vezes irritante) ponto de vista aos vídeos do canal.

Acessórios novos

Apesar de gostar bastante do suporte de telemóvel em forma de “garra” com que me tenho desenrascado nos últimos tempos – que nunca me deixou ficar mal, não obstante ser baratinho -, sempre senti bastante insegurança ao olhar para baixo de modo a consultar direções de GPS no telemóvel, desviando os olhos da estrada, mesmo que por breves instantes. Por este motivo, decidi comprar uma barra de GPS para colocar o suporte de telemóvel num ponto mais central do campo de visão. Já que estava lançado nas compras de acessórios, escolhi também um novo suporte de telemóvel, feito integralmente em alumínio e com uma robustez bastante boa. Tudo por menos de 40€.
Para quem tiver interesse em saber mais acerca destes acessórios, partilho os respetivos links.

Barra GPS

Suporte telemóvel